A contestação à refinaria Balboa que o industrial extremenho Alfonso
Gallardo projectou para Los Santos de Maimona, a sudeste de Badajoz,
cerca de 50 quilómetros do concelho de Barrancos, estendeu-se a vários
municípios das regiões de Huelva e Sevilha, por onde está prevista a
passagem do oleoduto que transporta o crude a partir do porto de
Huelva.
Os autarcas de Cumbres Mayores, Cumbres de San Bartolomé e
Santa Olalla advertem para os perigos da sua passagem ao longo de cerca
de 200 quilómetros, pelo impacte negativo que pode vir a ter em
importantes áreas naturais como o Parque Doñana, os sapais dos rios
Odiel e Tinto, as serras de Aracena e os picos de Aroche, para além de
inúmeras zonas de protecção especial na Andaluzia e Extremadura.
O
alcaide de Cumbres Mayores, Manuel González, queixa-se de não ter
informação detalhada sobre os impactes que o oleoduto pode vir a
provocar num território altamente sensível e entende que, se forem
aplicadas as normas em vigor no Parque Natural de la Sierra de Aracena,
"é muito difícil que o oleoduto vá por diante". Além do mais, prossegue
o autarca, a população "não vai autorizar que o oleoduto passe pelo seu
território", lembrando o rigor que governo central espanhol põe na
preservação dos espaços naturais.
Um dirigente do Partido Popular
de Huelva não entende que, depois de terem invocado danos ambientais
irreparáveis para inviabilizarem a construção de infra-estruturas como
a auto-estrada na serra de Aracena ou a estrada entre Huelva e Cádis,
os socialistas apoiem agora a passagem do oleoduto em áreas protegidas.
O oleoduto de ida e volta vai ter de atravessar 13 municípios das
regiões de Huelva e Sevilha. O alerta dos autarcas estende-se ao
oleoduto submarino destinado à descarga e recepção do crude, com cerca
de dez quilómetros de extensão, e ao terminal de armazenamento na área
industrial do porto de Huelva. A sua localização obrigará os
petroleiros a navegar e a descarregar próximo do Parque Doñana.
A
associação cívica Refinaria Não realça os perigos ambientais associados
à descarga de crude necessário ao funcionamento da refinaria Balboa,
que vai implicar a descarga de cerca de 80 petroleiros/ano no porto de
Huelva - aumentando o risco de marés negras causadas por derrames
acidentais ou pela lavagem de contentores. A federação das associações
da serra de Aracena e o município de Campofrío exigem que os
responsáveis pelo projecto da refinaria facultem informação sobre os
diversos traçados já defindos para a passagem do oleoduto, bem como as
medidas de segurança previstas. Um dos traçados passa a cerca de 25
quilómetros da fronteira de Barrancos.
Fonte: Jornal Público
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