A 23 e 24 de Abril decorreu
em Lisboa, no Centro Social da Mouraria, uma reunião da Clean Clothes
Campaign - Campanha Roupas Limpas (CRL), que reuniu activistas de
vários países europeus. A CRL trabalha em prol da melhoria das
condições de trabalho no âmbito da indústria têxtil, informando o
consumidor sobre as violações dos direitos dos trabalhadores que muitas
vezes se escondem por trás dos artigos de vestuário que compramos. A
CRL assume também um papel de pressão junto das empresas, exigindo a
responsabilização destas pelos abusos cometidos ao longo da sua cadeia
de fornecedores.
Neste
encontro estiveram presentes elementos da CRL espanhola, italiana,
holandesa, inglesa, assim como investigadores e membros de outras
organizações e sindicatos que têm vindo a colaborar com a CRL. A
reunião decorreu na sede nacional do GAIA, que procura neste momento
dinamizar uma campanha portuguesa.
A
Campanha teve origem na Holanda, em 1991, na sequência de uma acção de
protesto contra uma cadeia retalhista. Actualmente, está presente em 11
países europeus, procurando cada uma destas campanhas nacionais
assegurar o contacto com as empresas com maior peso no mercado,
funcionando como observatório das situações em que estas possam estar
envolvidas e informando o consumidor sobre a conduta destas mesmas
empresas. As campanhas trabalham enquanto plataformas de cooperação
entre várias organizações, tais como ONG's, sindicatos, associações de
consumidores,...
Na
abordagem que é feita aos direitos dos trabalhadores é também tida em
conta a questão de género. A indústria têxtil assenta sobretudo no
trabalho de mulheres, e quando se fala em defesa de direitos, continua
a verificar-se uma diferença na conquista e protecção desses direitos,
em função do género.
Há
que assumir o impacto social e ambiental que a actual economia de
consumo acarreta, onde aquilo que é um direito básico do ser humano
pode rapidamente ser encarado como um empecilho a uma qualquer ideia de
progresso. A Campanha Roupas Limpas debruça-se sobre uma questão muito
específica mas essencial. Cabe-nos a nós estar concientes daquilo que
está implícito em cada uma das nossas escolhas. E procurar a mudança,
com actos e sem omissões.
Campanha Roupas Limpas
Portugal e o sector têxtil
Os trabalhadores
Portugal
é também o oitavo país da União Europeia com maior número de pessoas a
operar nos têxteis, sector do qual é o 16.º a apresentar resultados em
termos de produtividade. Os números fazem parte da última edição de
"Empresas Europeias - factos e números", o retrato estatístico dos
sectores de actividade da UE, ontem publicado pelo Eurostat.
Apesar
da deslocação de várias empresas para o Leste europeu e para a China,
Portugal continua a ter um papel importante nos têxteis, ramo no qual é
o primeiro em termos de valor acrescentado criado, segundo a lista de
actividades económicas da Comunidade Europeia (NACE). A indústria
portuguesa é líder entre os 27 no sector do vestuário e curtumes,
seguem-se os têxteis e em terceiro lugar outras indústrias extractivas
na lista de actividades em que cada país é especialista. (JN, 16.01.
2008)
A
indústria têxtil move-se rapidamente, segundo uma economia de poupança
que muitas vezes implica uma economia nos direitos dos seus
trabalhadores, tais como o direito à associação ou a um salário digno.
Apesar de todas as normas em vigor, Portugal continua a apresentar
casos de exploração, tais como casos de trabalho infantil, que se
verificam sobretudo no sector do calçado (El Mundo, 27.05.2006).
As empresas
As
duas maiores cadeias portuguesas de retalho estão entre as maiores
empresas do sector no mundo, segundo o relatório "2008 Global Powers of
Retail", ontem divulgado pela consultora Deloitte. (...)A maior empresa
portuguesa do sector é a Jerónimo Martins, que ocupa a 138.ª posição,
tendo subido 12 posições relativamente ao lugar ocupado no estudo de
2006.A outra empresa portuguesa que está nesta lista é a
Modelo-Continente, no 183.º lugar, tendo ganho sete posições desde o
relatório de 2006. (...) A Jerónimo Martins opera em Portugal e na
Polónia, enquanto a Modelo-Continente, que adquiriu as lojas da
Carrefour, está só presente em Portugal. (JN, 16.01. 2008)
Portugal
deixou de apenas marcar presença entre os países onde a produção têxtil
assenta., fornecendo mão de obra. Hoje em dia destacam-se empresas
portuguesas na distribuição em grande de escala, tendo havido uma
transição de papéis.
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