O ministério do Ambiente defendeu hoje a reformulação do projecto da refinaria Balboa, em Espanha, considerando que" poderá ter impactos negativos significativos sobre as massas de água da bacia hidrográfica do Guadiana".
Os ambientalistas espanhóis aplaudiram a decisão de Portugal de defender a reformulação do projecto da refinaria Balboa (Espanha) e garantiram que as recomendações do Governo português podem "travar" o avanço do investimento.
"As alterações que Portugal recomenda podem ser suficientes ou importantes para que o Governo espanhol se decida a 'fechar' o projecto", afirmou à agência Lusa Miguel Manzanero, da Plataforma Ciudadana "Refinería No".
A mesma opinião foi expressa à Lusa por Jesús Valiente, da Associação para a Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura (ADENEX), que garantiu que as alterações sugeridas por Portugal "tornam inviável" o projecto.
Já para a associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o parecer do Governo sobre a refinaria Balboa (Espanha) tenha ficado «aquém» das suas expectativas, considerando que o documento foi a forma de Portugal «mostrar o seu desacordo sem ser indelicado».
Em declarações à Lusa, o dirigente associativo Francisco Ferreira explicou que os ambientalistas não esperavam «apenas» um pedido de remodelação do projecto ou de mais explicações, mas uma «recusa clara» em relação à viabilidade da construção na localização pretendida, no município de Los Santos de Maimona, a 50 quilómetros de Barrancos.
Num parecer tornado público hoje pelo ministério do Ambiente (e já enviado para as autoridades espanholas) são sugeridas duas alterações essenciais ao projecto: "a adopção de sistemas de tratamento avançados que eliminem ou reduzam significativamente as cargas totais dos poluentes" e "a alteração da solução de descarga dos efluentes industriais para fora da bacia hidrográfica do Guadiana". Ou, caso isso não seja possível, que sejam descarregados para a albufeira a montante de modo a poder estar confinado em caso de acidente.
Entre as medidas de minimização propostas, é salientada "a necessidade de análise de risco dos impactes transfronteiriços sobre a sócio-economia", uma vez que entre os vários estudos não apresentados pelo promotor do projecto está a inexistência da avaliação de impactes sobre a possível afectação das praias algarvias ou pólo turístico do Alqueva em caso de acidente.
Apesar de classificar como «positiva» a consideração das preocupações que as associações levantaram, Francisco Ferreira considerou que o reconhecimento de potenciais impactos negativos por parte do Ministério do Ambiente significa que a localização escolhida deveria ser «pura e simplesmente descartada».
Fontes: Diário Digital / Lusa / Expresso
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