O primeiro-ministro do Peru, Yehude Simon, anunciou que renunciava ao cargo numa altura em que o país atravessa uma grande contestação liderada por sindicatos e organizações indígenas que tem deixado grande parte do país paralisado, segundo o diário espanhol El País.
"Como sabe, querido Presidente, assumi, como deve ser, o custo político desta desgraça", escreveu Simon na carta de demissão. "E assumo-o pelo respeito que tenho ao país e lealdade ao seu Governo", concluiu o primeiro-ministro.
A renúncia do chefe do Governo, na quinta-feira, tinha sido anunciada depois da violência em Baga, que causou 33 mortos em confrontos entre polícias e indígenas que protestavam contra leis que permitiam a venda de grandes partes da selva a multinacionais de petróleo e minas.
Mas o primeiro-ministro disse entretanto que vai concorrer à Presidência em 2011.
O actual Presidente, Alan Garcia, não poderá recandidatar-se. A sua taxa de aprovação desceu, aliás, para 21 por cento, na sequência do aumento do desemprego e lento crescimento económico.
Rebelde de esquerda
Yehude Simon vai tentar conseguir o apoio do partido do Presidente. Simon poderá enfrentar Ollanta Humala, que se descreve como nacionalista e que quase venceu as presidenciais de 2006, assustando os investidores com planos para nacionalizar sectores-chave da economia.
A Reuters nota que Simon tinha sido escolhido por Garcia para primeiro-ministro devido ao seu passado de esquerda: o responsável tinha chegado a ser preso por pertencer a um grupo rebelde de esquerda.
O Presidente pensou que este background ajudaria a manter calmos sindicatos e outros descontentes com a política económica do Governo. Mas Simon não conseguiu fazer nada disso e a oposição pediu recentemente a sua demissão por não conseguir prevenir a violência nos protestos do mês passado.
A sua carta de renúncia coincide mesmo, diz o jornal espanhol, com uma jornada de protestos convocados por uma plataforma de organizações sociais, a Frente Nacional pela Vida e Soberania, que exige a demissão do Governo, o fim da perseguição aos líderes da Amazónia e a reversão da política económica neoliberal do Governo.
Por todo o mundo têm havido acções de solidariedade com a luta dos povos indígena. Em Lisboa e no Porto tiveram lugar concentrações na passada 4ª feira.
O Sul do país estava paralisado há 72 horas desde terça-feira em apoio à Frente Nacional, enquanto na quarta-feira manifestações em várias regiões peruanas terminaram com 156 detidos em todo o país.
72% da Amazónia peruana foi destinada à exploração
de hidrocarbonetos.
Fonte: Público de 11.07.09
Comentários
replica bags
Your comments on this question are pertinent replica bags .And people always do things like and they don't know what they replica handbags are doing at the same time .It is a really common fault .
tiffany jewellery tiffany
tiffany jewellery
tiffany jewelry
tiffany
tiffany uk
tiffany jewellery uk
tiffany jewellery sale
tiffany jewellery london
silver jewellery
tiffany jewellery sale
Tiffany Bracelets
Tiffany Sets
Tiffany Rings
tiffany jewellery
tiffany jewelry
tiffany
tiffany uk
tiffany jewellery uk
tiffany jewellery sale
tiffany jewellery london
silver jewellery
tiffany jewellery sale
Tiffany Sets
Tiffany Rings
Tiffany Bracelets