Nota aos órgãos de comunicação social:
Hora de resistir: Câmara quer destruir a horta da Damaia
Amanhã Câmara da Amadora quer destruir horta popular da Damaia. Pelas 8 horas lá estaremos a resistir, na defesa deste projecto contra a agressão autoritária da autarquia.
Funcionários da autarquia da Amadora informaram-nos que, durante o dia de hoje (28 de Julho), mais precisamente pelas oito horas da manhã, se iria proceder à total destruição da horta e de um pavilhão que lá existe.
Porque, com muito esforço diário, pegámos num terreno imprestável e o transformámos em terra fértil onde se cultivam legumes que alimentam, não só a barriga mas também o espírito de estarmos juntos, entre vizinhos e não só, vamos lá estar a resistir a esta brutalidade. Com tal medida, a autarquia parece mais preocupada em manter uma zona deserta, do que pensada e trabalhada pelos que a habitam. Serão assim a convivência e a agricultura crimes que mereçam tão grande punição por parte das autoridades municipais? Parece que sim... nos tempos que correm qualquer unidade em comunidade para construir é um crime.
E que crime!
Todos os Sábados nos juntamos e desenvolvemos actividades.
Criaram-se interacções onde antes havia deserto.
A agricultura que aqui é praticada é biológica, comunitária e auto-gestionada.
Este é também um espaço para as crianças do bairro tomarem contacto com a génese dos alimentos.
Enfim, crimes atrás de crimes, que merecem a sua total destruição. Por isso, nós, que assumimos todas estas culpas, estaremos amanhã, de manhã, a impedir que os serviços da Câmara, acompanhados ou não pelos serviços da ordem costumeira, impeçam mais um projecto de recuperação do que é nosso.
A horta da Damaia situa-se Nas traseiras na Praceta Marquês de Castelo Novo, paralela à Av. Padre Himalaia, no espaço da antiga escola primária.
Hortelões da horta Popular da Damaia
Contacto: Rui Ruivo – 96 340 32 24
Comentários
numa altura em que se fala
numa altura em que se fala tanto em semear a terra.
quer a Camara proibir as pessoas de trabalhar a terra.
que arrende o terreno simbolicamente,e que deixe as pessoas trabalhar.