Jantar Popular 19 de Janeiro - A cidade e os seus donos: Propriedade e ocupação urbana

Nesta semana uma comunidade de 5 milhões de metros quadrados, chamada Pinheirinho, na zona de S. Paulo, esteve em risco de ser despejada. A imagem que nos chega é a dos moradores que em 2004 ocuparam aquele terreno, pertecente à massa falida de uma empresa, hoje armados com o que têm para defender as suas casas. O contexto é outro, o Brasil tem uma outra dimensão. Vale a pena lembrar que na sua constituição está consagrada a função social da propriedade, o que vale o que vale, que as leis são as armas que as exercem.

Tomadas as distâncias, é de cada esquina a conversa do mar de abandono que tomou Lisboa, o potencial que isto contém. Entretanto, o governo prepara-se para aprovar uma lei das rendas que promete facilitar os despejos e subir rendas antigas.

É preciso entender o que quer dizer isto da cidade ter os seus donos.

 

O Jantar é servido às 20h, no RDA 69 (Rua Regueirão dos Anjos, nº 69). A conversa começa às 21h30. A partir das 16h vamos estar a cozinhar, todas as mãos são bem-vindas!

 O que é o Jantar Popular?

- Um Jantar comunitário vegano e livre de transgénicos que se realiza todas as Quintas-feiras no Regueirão dos Anjos nº69;

- Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários do Centro Social do Jantar. Para colaborar, cozinhar, montar a sala basta aparecer a uma Quinta-feira a partir das 16h.

- Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do Centro Social do GAIA que mantém assim a sua autonomia.

- Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. A contribuição sugerida são 3€.