Um grupo de pessoas foi ontem até ao Casino Estoril quebrar o protocolo da entrega do Prémio Personalidade do Ano a Eduardo Souto Moura e denunciar a associação do arquitecto ao crime contra o ambiente e contra o património que é a barragem de Foz-Tua.
O grupo de defensores do vale e da linha do Tua aproveitou a presença de Souto Moura e da ministra do ambiente Assunção Cristas para se fazer ouvir contra o Plano Nacional de Barragens, um projecto que, para manter os lucros de empresas como a EDP ou a Mota-Engil, torna os rios mercadorias e destrói recursos naturais que são de todos. À chegada do arquitecto, os manifestantes, vestidos com t-shirts onde se lia “Não mais barragens!”, gritaram e exibiram a faixa “Barragens afundam património”, sendo rapidamente empurrados para longe pelos seguranças do casino.
Foi entregue ao arquitecto um cabaz com diversos produtos da região do Vale do Tua e ainda uma carta e um poema de Miguel Torga. Souto Moura, que não hesitou em associar-se ao negócio milionário da destruição do Rio Tua pela EDP, mostrou-se agora disponível para ouvir as preocupações dos manifestantes, e ficou apalavrado um encontro para breve.


Sísifo
Recomeça... Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo Ilusões sucessivas no pomar
E vendo Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII
Comentários
linha do tua a patrimonio mundial
palavras para que o cartaz diz tudo
o tua nao morrerá
a luta continua
nao a negociata do nosso patrimonio em prol da edp
linha do tua a patrimonio mundial
palavras para que o cartaz diz tudo
a luta continua
o tua nao moererá
linha do tua a patrimonio mundial
palavras para que o cartaz diz tudo
a luta continua
o tua nao moererá