Esclarecimento acerca das recentes referências ao GAIA na imprensa

O GAIA tem vindo a ser mencionado recorrentemente pelo Correio da Manhã. Referimo-nos à notícia assinada por Henrique Machado, Miguel Curado e Sara Carrilho no dia 21 de Maio, bem como à noticia assinada por João C. Rodrigues e Miguel Curado no dia 17 de Setembro.

Estas notícias referem uma 'rede libertária internacional GAIA'. Uma pesquisa no Google com a palavra GAIA vai devolver-nos resultados sobre algumas redes internacionais que usam esse nome (GAIA Education, Global Awareness Interdisciplinary Alliance, etc.), nenhuma com implementação em Portugal. Os únicos resultados relativos ao território português referem-se a Vila Nova de Gaia e à ONGA GAIA. Como acreditamos que os jornalistas não tinham em mente a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, vamos responder-lhes como se a notícia nos fosse dirigida, e não a um produto da sua imaginação.

O GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental é uma associação com cerca de 600 associados e dois núcleos activos - um no Alentejo, na Aldeia das Amoreiras, outro em Lisboa. Será exagerada, portanto, a referência de 'rede internacional'.

Como se pode ler no nosso site, o “GAIA é uma ONGA (organização não-governamental do ambiente) com uma forte componente activista, recorrendo a acções directas, criativas e não-violentas, promovendo o trabalho a partir das bases.” Todas as actividades que organizamos são públicas, e estão divulgadas no nosso site.

É verdade que alguns membros do GAIA estiveram na manifestação de 15 de Setembro, assim como perto de um milhão de pessoas por todo o país. Estavam a título individual, expressando a sua indignação como qualquer manifestante. É-nos estranha a figura de manifestante-infiltrado, desse tipo conhecemos apenas os agentes da autoridade pagos para identificar e isolar manifestantes, por vezes até para provocar confrontos que levem à sua detenção.

Somos solidários com todos os que saíram à rua nesse dia, mesmo aqueles para quem a indignação já se transformou em raiva. Ainda assim, nenhum membro, associado ou conhecido do GAIA foi identificado pelas autoridades no Sábado, no decurso dos confrontos em S. Bento. A 'violência' relativa aos órgãos de poder, que tem vindo a aumentar nos últimos tempos, não decorre da acção de uma ONG ambientalista ou de uma colectividade nos Anjos. Menos ainda de uma 'rede internacional' inexistente - é óbvio para todos que esta violência é a resposta a um quotidiano cada vez mais insuportável. O esforço da Polícia em isolar responsáveis, inventando 'grupos radicais' e 'redes internacionais', usando um pasquim como porta-voz, servirá apenas para desinformar os leitores desse jornal. A revolta geral que toma as ruas das nossas cidades tem nos nossos governantes os seus mais empenhados organizadores.

Ainda que pareça, esta notícia não é um erro infantil e inocente. O Correio da Manhã, que tem nas polícias a sua principal fonte de conteúdo, presta-se ao papel de órgão de propaganda das forças de autoridade. Esta é uma tentativa desesperada de encontrar líderes onde só existe multidão, de inventar estruturas onde apenas há caos. Com as suas efabulações, os 'polícias-jornalistas' tentam assim conter a revolta, assustando os que ainda não saíram às ruas com personagens dignos de um filme de Domingo à tarde. Mas mais do que isso, é um nevoeiro de outros tempos que se levanta, sinal de que há ideias que não serão permitidas.

Deixamos aqui o convite a quem ainda não nos conheceu, visite o nosso site, participe das nossas actividades. Perante o desafio que os tempos nos põem, só podemos estar mais empenhados do que nunca em construir um mundo mais justo e solidário. Juntaremos sempre a nossa voz à canção das ruas.

Comentários

The purpose of education is

The purpose of education is 642-447 Practice Test to draw out the best from our students. It should be about more than just making good grades on bubble tests and making money after graduation. Education should teach students how to learn and to develop a love for life-long learning.