Este é um pequeno texto de Alfredo Mendes publicado nas redes sociais em comentário à intervenção de Joana Manuel que poderão visionar em http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/6979/joana-manuel-mais-grave-...
Qual fatalismo histórico, qual dívidas do passado, qual estilo de vida acima das nossas possibilidades, qual carapuça! Trata-se do estertor de um capitalismo selvagem, predador e desumano liderado pelos malfadados mercados (bancos) que destruíram a economia, enriqueceram de forma obscena os mais parasitas da sociedade, enveredaram pela ganância, especulação, amiguismo, corrupção, sempre em nome da livre iniciativa privada contra o Estado e que, em desespero, sugam os dinheiros do Estado (dos contribuintes) através das designadas injecções de capital. Trata-se da governança protagonizada pelo chico-esperto, pelo promíscuo, pelo oportunista, pelo bacoco e imbecil, insensível e rancoroso, submisso aos possidentes e impiedoso para com os mais débeis. Trata-se de uma crise de valores, crise civilizacional interpretada por um neoliberalismo que é a versão aveludada do neofascismo. Trata-se do regresso ao feudalismo, assente na ignorância, na alienação, no medo e na cobardia de um povo devidamente albardado. Até que, um dia, acontecerá a tomada da Bastilha e muitos cachaços cheios de viscosa gordura serão decapitados em prol da mais elementar higienização e decência. É da História, meus caros.