A Porta do Celeiro Arrombada

Aplainadores de Sons é o espetáculo que na próxima sexta-feira, na Antiga Fábrica de Moagem Miranda em Odemira, levou músicos a convidar três carpinteiros de S. Teotónio a transformarem o seu trabalho de carpintaria em música e som. Um concerto “para portas que rangem, que se aplainam e se martelam, bate à porta da História do celeiro arrombado no Vale de Santiago, em 1918.”

(...)

No centro da aldeia havia um celeiro, pertencente ao maior agrário da freguesia, António Eduardo Júlio, onde se encontravam 13 moios de trigo e ele se recusava a pôr à venda. O povo decide expropriá-lo, afim de abastecer os que tinham fome. Francisco Mestre tocou o simo a rebate e todo o povo se juntou. Um sapateiro de Panóias, Félix, arrombou a porta com um machado e os trabalhadores tomaram conta do trigo. (…) Em seguida os grevistas percorream as ruas dando vivas à Greve Geral, à Revolução Social, aos camaradas da Rússia e durante a noite espalharam papeis com os seguintes dizeres: Viva a Greve Geral, o Grupo dos Soviets Portugueses, Abaixo os malandros que têm os dias contados. No dia 19 um numeroso grupo de 60 homens armados de espingardas, pistolas e bombas, tomou o ponto mais alto na defensiva.”»

Ler em http://revistaalambique.wordpress.com/