Mãe Terra

.../ celebrar tradições milenares e telúricas é cada vez mais uma prática necessária à nossa atualidade. Pelo seu significado, e pela espiritualidade que invoca, são chamadas da natureza tão essenciais ao individuo como às comunidades. (...) Agradecer a relação e as dádivas da terra pode soar básico e simples. Mas por isso mesmo é importante e essencial. Não sequer reconhecer isso, em nome da complexa cadeia agro-industrial e maquinal imediatez do nosso consumo diário, é que é algo sim, profundamente ignorante e sem sentido: automático, e logo não natural. (...) Quer na cidade, imersos pela urgência da luta pela natureza que escasseia, quer no campo neo-ruralizado e marcado por esses referentes urbanos, reemerge a Mãe Terra.
Mas nesse regresso à terra, essa entidade sacralizada e espiritual, surge em grande parte como uma opção esvaziada do seu lugar e tradições (e quantas vezes de sentido). Dependente do silêncio, da luz e do ar puro, a primazia do regresso à terra surge centrada somente no desenvolvimento espiritual e pessoal, esquecendo ou ignorando o que, e quem, já ali estava antes. /...

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