5a feira, 3 de Julho, 20h
no GAIA, Rua da Regueira 40, Alfama (junto ao museu do fado)
O Sambacção - Ritmos de Resistência Lisboa http://ritmosresistencia.wordpress.com/about/ , convida-te para um delicioso jantar de convívio e discussão, no GAIA http://gaia.org.pt/ , em que te propomos um filme e uma conversa à volta de Rosia Montana.
Rosia quê?
Na Roménia, há quinze anos que está em marcha o plano de abrir a maior mina de ouro a céu aberto de toda a Europa. Às mãos de uma multinacional canadiana, desaparecerá a histórica aldeia de Rosia Montana, quatro montanhas, centenas de quintas e florestas, uma paisagem deslumbrante e estilos de vida em equilíbrio com o meio ambiente. O que ficará? Um buraco gigantesco que pode ser observado do espaço, uma catástrofe ambiental pela utilização maciça de cianeto - e uns quantos poderosos a esfregar as mãos ao brilho do ouro.
Ya, é chato, mas o que é que se há-de fazer?
Agricultores locais e jovens de todo o país têm resistido numa campanha para salvar Rosia Montana, e recebido solidariedade de todo o mundo. Lutam contra a propaganda brutal em favor da mina, desde que a empresa comprou a classe política e os media romenos. No ano passado centenas de milhares de pessoas saíram à rua por todo o país contra a mina e o governo. Foram os maiores protestos na Roménia desde o fim do regime comunista.
Ok, e o que é que isso tudo tem a ver connosco?
O território português continua a abrir o apetite de grandes multinacionais para projectos de pilhagem da terra e destruição ambiental: minas de ouro no Alentejo, petróleo e gás no Algarve, exploração de gás de xisto, barragens...
Rosia Montana é mais do que uma pequena luta local. É, como o Vale de Susa, Notre Dame des Landes, Belo Monte ou Foz Tua, um palco onde se joga o futuro que queremos para o planeta.
Um mundo obcecado com a competição e o crescimento económico, que finge que os recursos da terra são infinitos; um mundo de mega-projectos em que multinacionais espezinham as comunidades locais e destroem a natureza para manter a sua torrente de lucros; um mundo de exploradores e explorados, em que mineiros pobres extraem o ouro que alimenta as fortunas de outros?
Ou um mundo onde se experimentam e constroem formas de vida colectivas, cooperativas e livres de opressão? Onde se partilham recursos, se constrói a autonomia alimentar e energética, se protege o património e os ecossistemas? Onde são as comunidades a decidir sobre as suas vidas, as suas terras e o seu futuro?
Os fundos recolhidos no jantar servirão para apoiar o encontro internacional dos Ritmos de Resistência https://www.rhythms-of-resistance.org/ , que vai acontecer em agosto em Rosia Montana, em conjunto com o festival anual contra a mina http://www.fanfest.ro/en/
Contamos contigo!