Segundo revela o "New York Times"
*Bush informou Blair em 2003 que atacaria o Iraque mesmo sem armas de destruição maciça <http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1251994&id=10>
*27.03.2006 - 11h14 Lusa
O Presidente norte-americano, George W. Bush, informou o primeiro-ministro britânico em 2003 que estava decidido a invadir o Iraque mesmo sem uma resolução da ONU e sem que alguma arma de destruição maciça tivesse sido encontrada, noticiou o "New York Times".
Citando um memorando secreto britânico, o jornal refere que o Presidente norte-americano estava certo da inevitabilidade da guerra e deu a conhecer o seu ponto de vista a Tony Blair num encontro entre os dois políticos, na Sala Oval da Casa Branca, a 31 de Janeiro de 2003.
Informações sobre este encontro estão contidas no relatório redigido pelo principal conselheiro de Tony Blair para a política externa, David Manning, adianta o "New York Times".
"A nossa estratégia diplomática teve de ser feita em torno de planeamentos militares", refere David Manning, no documento.
"O início da campanha militar estava então prevista para o dia 10 de Março", escreve o conselheiro parafraseando o Presidente George W.Bush.
Cinco dias depois do encontro Bush-Blair, o secretário de Estado, Colin Powell, deveria comparecer perante a ONU para apresentar as provas de que o Iraque constituía um perigo para o mundo, por ocultar armas não-convencionais.
O memorando, de cinco páginas, revela ainda que Bush e Blair constataram durante o encontro que nenhuma arma de destruição maciça tinha sido encontrada no Iraque pelos inspectores da ONU.
George W.Bush referiu, consequentemente, a possibilidade de provocar um confronto, sacrificando, por exemplo um avião de vigilância norte-americano, pintado com as cores da ONU, na esperança de provocar a guerra.
Os dois dirigentes previram uma vitória rápida no Iraque, seguida de uma transição política complicada mas possível de gerir, refere o "New York Times".
A guerra contra o Iraque não começou a 10 mas a 20 de Março de 2003 depois de terminado o ultimato norte-americano (de 48 horas) para que o Presidente iraquiano, Saddam Hussein, abdicasse e abandonasse o país. As tropas internacionais atacaram Bagdad, tendo como objectivo os alvos onde se encontrariam, alegadamente, líderes iraquianos.
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