Fonte: http://www.planbleu.org/actualite/fr/Mediterranee2025.html
Os 21 países do Mediterrâneo vão sofrer um desenvolvimento costeiro saturado e crescente nos próximos 20 anos se as tendências actuais continuarem, 63 milhões de pessoas não terão água suficiente e a desertificação vai acentuar a pobreza rural e a perda de biodiversidade, de acordo com as negras e preocupantes projecções do recente relatório encomendado pelas Nações Unidas.
As pressões do Desenvolvimento ameaçam oprimir o Mediterrâneo até 2025, diz o Relatório Plano Azul. O estudo também recomenda soluções para minimizar os impactos.
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Genebra, 4 de Abril de 2006 – Um relatório de 400 páginas encomendado pelas 21 nações que fazem fronteira com o Mar Mediterrâneo, faz projecções negativas sobre o estado do ambiente e do desenvolvimento nesta região para o ano de 2025. Mas o relatório também descreve um caminho de alternativas baseado nos princípios do desenvolvimento sustentável que poderiam aumentar a qualidade de vida nas próximas décadas.
O relatório conclui que muitas das mais pessimistas previsões que o primeiro estudo Plano Azul fez em 1989 tornaram-se realidade. Vendo mais à frente 20 anos, o Plano Azul examina como as tendências actuais irão afectar a bacia Mediterrânica até 2025. Entre as suas conclusões:
- Em 2025, 524milhões de pessoas viverão nas zonas da bacia do mediterrâneo comparado com 427 milhões contáveis no ano 2000. Destas 75% viverão nas cidades. Nas cidades costeiras do Mediterrâneo habitarão mais 20 milhões de pessoas do que no ano 2000 e visitarão as zonas costeiras 312 milhões de turistas face aos 175 milhões do ano 2000.
As zonas costeiras tornar-se-ão cada vez mais sobre-desenvolvidas com 50% da sua linha de costa construída e impermeabilizada com a construção de novos portos, estradas e aeroportos. Serão construídas cerca de 160 centrais eléctricas, várias dúzias de refinarias e talvez mais 175 centrais de desalinização de água.
Nas zonas rurais do mediterraneo, a má gestão dos recursos hídricos aliada à salinização dos solos, à desertificação, à impermeabilização da terra com estradas e urbanização bem como a perda de 1,5 milhões de hectares de terra arável, estão a originar uma crescente pressão sobre os recursos naturais sugerindo um eminente risco de ruptura social e ecológica.
A pobreza rural vai continuar a limitar o crescimento dos países do mediterraneo sendo que uma liberalização do mercado mais abrupta pode levar a um maior empobrecimento e a vastas migrações rural-para-urbano e a um vasto fenómeno de emigração, como no México.
Com o transporte marítimo a aumentar mais rápido que a economia em geral, a poluição operacional de hidrocarbonetos deverá diminuir mas as descargas de água de lavagens, produtos químicos e risco de derrames de petróleo e outros acidentes estão a aumentar significativamente.
“Os governos necessitam de reconhecer que o desenvolvimentos económico e social requerem um ambiente natural saudável. Duras medidas e cedências terão de ser feitas para preservar a beleza natural e qualidade de vida do Mediterrâneo que fizeram desta uma das zonas mais atractivas do Mundo”, diz Mohamed Ennabli, Vice-President do Plano Azul e Ex-Ministro do Ambiente e Gestão de Usos do Solo da Tunísia.
O relatório, “Um Futuro Sustentável para o Mediterrâneo: Olhar do Plano Azul sobre o Ambiente & Desenvolvimento”, foi elaborado por cerca de 300 especialistas reunidos pela estrutura do Programa Ambiental das Nações Unidas, Atenas – baseado no Plano de Acção Mediterrânico. Foi fundado pelos países participantes com especial apoio do Comissão Europeia, França e a Agência Europeia para o Ambiente.
O relatório, que analisa a bacia do Mediterraneo com base em seis tópicos de sustentabilidade (Água, Energia, Transportes, Zonas urbanas, Zonas Rurais, Zonas costeiras) apresenta também exemplos de boas práticas que estão hoje no Mediterraneo a contribuir para melhorar o cenário pessimista e que só com maior suporte e incentivo poderão inverter as previsões para 2025.
As boas práticas: a gestão da procura da água; gestão da procura de energia e produção de energias renováveis; transportes combinados; regeneração e renovação das zonas urbanas; agricultura biológica e desenvolimento rural integrado; criação de zonas costeiras sensíveis.
O relatório recomenda que a Parceria Euromediterrânica e os estados membros da Convenção de Barcelona para a Protecção dos Ambientes Marinhos e Zonas Costeiras do Mediterrâneo de 1975, fortaleçam as suas politicas de protecção. Pede um novo protocolo para a Convenção contendo medidas mais fortes, para maior financiamento privado e publico para a redução de poluição na região e desenvolvimento de melhor gestão e politicas locais de desenvolvimento sustentável. Também recomenda esforços para a mobilização de todas as partes interessadas para politicas e projectos que integrem o Ambiente e Desenvolvimento.
Mais informações: http://gaia.org.pt
http://www.planbleu.org/actualite/fr/Mediterranee2025.html
Contactos:
André Vizinho – Tlm: 965615379
Rui Ferreira – Tlm: 938358034
Comentários
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All countries need to take action
The 21 Mediterranean countries will suffer a saturated coastal development and growing the next 20 years if current trends continue. Governments need to recognize that economic and social development requires a healthy natural environment. i am planing to see these facts reporte in UN annual report after my mcdst certification exams and i think all countries need to take proper action for this.