Nuclear em Portugal??
Não é certamente uma opção!!!
O poder económico fez ressurgir em Portugal o debate sobre o nuclear, à semelhança do que se passa um pouco por todo o mundo. A ideia da necessidade de uma central eléctrica nuclear tem sido constantemente reanimada e ventilada, tendo ganho força nalguns sectores. Argumentos como cumprimento do Protocolo de Quioto, redução da nossa dependência externa de petróleo, os menores custos finais da electricidade produzida ou satisfazer a crescente necessidade energética do país têm sido os mais badalados.
Mas sabemos que a produção de electricidade no nosso país depende essencialmente do gás natural, do carvão, do vento e dos recursos hídricos. Quem depende do petróleo, e continuará a depender, são os transportes (só este sector é responsável por mais de 1/3 das emissões nacionais de gases com efeito de estufa). A aposta na eficiência energética, no combate ao desperdício e à redução das perdas será sem dúvida a melhor forma de atender à crescente necessidade de electricidade e se se fizer uma gestão com base na procura e não na oferta, os resultados serão ainda mais favoráveis a uma menor produção eléctrica. Em termos económicos se adicionarmos aos custos de construção de uma central nuclear os custos do necessário reforço da rede eléctrica nacional, os custos do processamento, transporte e armazenamento de resíduos nucleares, ou os custos associados à segurança (não é só a questão de acidentes mas a segurança em termos militares que uma infra-estruturas destas exige) assim como os custos de desactivação de uma central destas em fim de vida só com elevados subsídios estatais é que a energia nuclear poderá ter preços competitivos. Sem falar nos custos que um acidente nuclear comportaria, num país que nem o problema dos resíduos industrias conseguiu resolver ou recuperar a zona afectada pelas minas de urânio na Urgeiriça, seriam de tal forma elevados que o melhor seria esquecer a palavra competitividade.
No entanto o lobby pró-nuclear ficou também um pouco coxo depois de o Grupo Parlamentar de “Os verdes”, ter confrontado o primeiro ministro na Assembleia da República com a questão forçando-o a clarificar a posição do Governo e assim afastando para já a hipótese de aprovar um projecto para uma central Nuclear em Portugal.
A manifestação em Ferrel no passado dia 19 de Março, a assinalar os 30 anos da primeira manifestação anti-nuclear em Portugal, demonstrou por outro lado que a sociedade portuguesa está mobilizada para contestar qualquer intenção de central nuclear no nosso território.
A nível internacional uma observação mais pormenorizada mostra-nos uma indústria nuclear moribunda. Os 442 reactores que actualmente operam no Mundo têm uma média de idades de 21 anos, a mesma média dos 107 reactores que já foram definitivamente desactivados. Significa que nos próximos anos muitos mais reactores poderão vir a ser desactivados, estando apenas 16 projectados para construção. A indústria nuclear conheceu um forte crescimento na década de 70 e 80, tendo estabilizado até aos dias de hoje (entre 1970 e 1990 entraram em funcionamento 370 reactores, desde então até aos dias de hoje o balanço é de mais 9 reactores). Aquilo que neste momento começa a ser muito preocupante é o legado em radioactividade das centrais nucleares em fim de vida.
O movimento internacional anti-nuclear é imenso e ganha cada vez mais força. Os fantasmas de Three Miles Island (EUA) e Chernobil (Ucrânia) não nos deixam esquecer aquilo que representa o perigo da energia nuclear. Se associarmos a isso aquilo que tem sido o transporte de resíduos nucleares que anualmente atravessam ao largo da nossa costa pondo em risco população e ecossistemas temos certamente força para combater esta vaga.
A energia nuclear nunca poderá ser dissociada da indústria militar. Numa altura em que as tensões se agravam ao nível internacional e em que muito se tem falado do tratado da não proliferação nuclear a propósito da revitalização da indústria nuclear no Irão, colocam-se várias dúvidas sobre a bondade de continuar a apostar na energia nuclear. Se por um lado assistimos apreensivos ao programa de enriquecimento de urânio por parte do Irão por outro assistimos à hipocrisia dos Estados Unidos da América da Rússia da França ou da Inglaterra que ao abrigo do tratado de não proliferação do nuclear impõem restrições à utilização da energia nuclear, por parte de outros países enquanto alimentam os seus próprios programas nucleares renovando e aumentando o arsenal bélico nuclear.
Nunca nos devemos esquecer de Hiroshima e Nagasaqui.
Nuclear? Não Obrigado!
Victor Cavaco
Dirigente Nacional de “Os Verdes”
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O tabu que se formou em
O tabu que se formou em relação ao nuclear como fonte de todos os males está a estrangular a civilização actual e forçar uma dependência extrema de países produtores de petróleo cujas crenças conflituosas colocam o Ocidente refém das suas exigências.
A tecnologia dos reactores nucleares não se alterou na sua concepção básica desde a sua invenção na década de 40. Graças aos movimentos anti-nuclear não foi possível investigar novos conceitos de reactor nuclear como o reactor de fissão por laser e o reactor de tório, capazes de funcionar com os resíduos dos reactores actuais constituindo de alguma forma uma solução para os resíduos actuais que passariam a ser combustível para os novos reactores.
A estigmatização do nuclear em nada vai ajudar a resolver o problema da energia, pois basta olhar para os números da energia consumida e para as capacidades de produção das energias limpas para percebermos que não há outra solução. Não vale a pena alimentar a demagogia pois nenhuma poupança extrema de energia nos vai tornar independente do petróleo a menos que revertamos todos para uma economia rural....
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ola
o meu nome e carla ribeiro e estou a fazer um trabalho para A.P. sobre as energias nao renovaveis... a parte que mais me interessa e a da energia nuclear por isso gostava que grande parte do trabalho incidi-se no assunto... o que e um pouco complicado pois nao tenho uma opiniao formada por gostava que quem tiver ma mande um mail para katiebell_24 [at] hotmail [dot] com...
obrigada