Nordeste Transmontano rejeita proposta de construção de central nuclear

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Quatro autarquias admitem protestar contra instalação
Nordeste Transmontano rejeita proposta de construção de central nuclear
18.05.2006 - 17h50   Lusa

As quatro câmaras municipais ribeirinhas do Nordeste Transmontano, que integram o Douro Internacional, rejeitam unanimemente a possibilidade de instalação de uma central nuclear no seu território, afirmaram à agência Lusa os autarcas da região.

Os autarcas de Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro e Figueira de Castelo de Rodrigo reagem, assim, a um possível contacto do empresário Patrick Monteiro de Barros sobre a disponibilidade dos concelhos para neles ser estudada a construção de uma central nuclear.

Os edis admitem "recorrer, se necessário, a todas as formas de luta" contra um projecto que consideram "impensável" numa região que quer fazer do turismo e ambiente o seu futuro.

Representantes de Patrick Monteiro de Barros contactaram já a Câmara de Mogadouro para avaliar a disponibilidade para a instalação de uma central nuclear no concelho, confirmou o presidente da autarquia, Moraes Machado. Este terá sido, até agora, o único contacto feito com as câmaras da região.

Moraes Machado afirma que manifestou "indisponibilidade absoluta" para um projecto daquela natureza numa área protegida como o Parque Natural do Douro Internacional. "O município manifestou a indisponibilidade absoluta para aceder a uma situação destas", garantiu o autarca, acrescentando que vai propor em reunião camarária o "repúdio absoluto à implementação de tudo o que seja nuclear nesta zona".

O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, José Santos, recusa-se mesmo a discutir a hipótese de construção de uma central. "Se for contactado para falar do nuclear, não recebo ninguém. Não quero sequer discutir o assunto", assegurou.

José Santos disse ter perguntado ao primeiro-ministro, José Sócrates, durante o "Governo Presente" em Bragança, no final de Abril, se o nuclear era uma opção do Executivo, ao que este lhe terá sido respondido que "não iria haver nuclear nem no Distrito de Bragança, nem no país". "Há qualquer coisa que não joga", considerou o autarca, reforçando o facto de aquela zona, além de área protegida, fazer parte também da reserva ecológica nacional, rede natura e região demarcada do Douro.

O presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, entende que acolher um projecto destes na área protegida "era pôr em causa todo o trabalho que tem sido desenvolvido em termos ambientais e turismo" e recorda que, "por ano, há 300 mil turistas a viajarem no Douro".

António Edmundo não acredita nos argumentos dos defensores da energia nuclear, nomeadamente o de que uma central pode ser um pólo de desenvolvimento para o ensino superior, na área da engenharia nuclear, devido ao número reduzido de especialista necessários para o funcionamento da central.

O autarca defende que, "mesmo que o país necessitasse de forma dramática de aumentar a produção de energia, existem outras alternativas para explorar, como a eólica, biomassa [resíduos florestais], solar e hídrica, assim como a construção de novas barragens".

Também o autarca de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo, entende que "só o simples facto de se falar na possibilidade de uma central nuclear, afasta investidores na área do turismo, a principal aposta da região", o que considera "gravíssimo".

As consequências de um projecto desta natureza para os produtos locais de excelência, como o vinho, constituem também uma preocupação para o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, principal defensor da barragem do Baixo Sabor, na mesma região.

O autarca diz que não entende como é que há anos a barragem esbarra em entraves ambientais e queixas dos ambientalista e surge agora esta ideia para uma central nuclear.

Um equipamento deste género necessita de estar próximo de um rio com uma bacia considerável para arrefecimento dos reactores, que provoca um aumento considerável na temperatura da água, que, segundo o autarca de Moncorvo, ronda "os dez graus", o que afectaria todo o ecossistema do Douro.

A Associação de Municípios do Douro Superior, da qual fazem parte os concelhos de Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro, vai discutir o assunto, na próxima terça-feira.

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1257629&idCanal=0

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