4 de Novembro
Dia Mundial contra as Alterações Climáticas
Relembramos neste dia Mundial contra as Alterações Climáticas a necessidade de preservar a herança de vida, que é este nosso planeta azul.
Assim, será realizada uma acção surpresa no Porto que será filmada e integrada num documentário que o GAIA está a produzir sobre o tema, onde todos nos poderemos divertir e fazer algo por um mundo melhor:
A Acção
O ponto de partida da acção é a Biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, dia 4 de Novembro às 14 horas. Os interessados em participar na acção e no filme deverão ir ter a este ponto, à hora referida, e recomenda-se que tragam bicicletas. A partir daqui o grupo partirá para duas bombas de gasolina perto do palácio de cristal, onde em cada uma delas se procederá do seguinte modo:
1. As bicicletas, o pessoal que vier de patins, e o pessoal que vier a pé, inunda a bomba de gasolina com alegria e começa a falar com as pessoas sobre o estado do mundo, o que as gasolineiras fazem, e o que pode ser feito para melhorar as coisas. Serão entregues flyeres informativos sobre o assunto.
2. De repente um activista com um fato de Planeta Terra surgirá na bomba, perseguído por dois indivíduos vestidos de fato que o tentam agredir (estes homens estarão a representar 2 empresas de petróleo, com notas de monopólio a cair pelos bolsos e a tentar subornar as pessoas presentes) . O mundo começará a pedir abraços ás pessoas, para obter alguma protecção. Uma das ideias propostas é um membro da bicicleta emprestar a bicicleta ao planeta terra para ele conseguir fugir dos homens de fato.
3. Tentamos perpetuar a acção enquanto não se gerar muita confusão e desagrado por parte dos trabalhadores da bomba. Quando a confusão se instalar e houver ameaça de chamar a polícia os intervenientes na acção deverão então deslocar-se para a próxima bomba onde tentarão repetir a acção.
4. A acção será filmada.
O Filme realizado será exibido no evento do dia 10 de Novembro, que se encontra descriminado a seguir.
10 de Novembro
Dia Mundial contra a Shell
Ken Saro-Wiwa foi um escritor, poeta e produtor de televisão na Nigéria.
Quando assumiu funções de presidente do Movimento para a Sobrevivência do Povo Ogoni (MOSOP), uma das etnias que vivem no delta no rio Níger, Wiwa lutou pela defesa dos direitos dos 550 mil habitantes da região.
Um projecto de extracção de petróleo da Shell, implantado no país em 1958, destruiu os meios de sobrevivência deste povo indígena.
Saro-Wiwa juntou 300 mil pessoas numa marcha de protesto, exigindo à Shell o pagamento de indemnizações e a reparação dos danos ambientais causados. No ano seguinte, o líder do movimento é preso, junto com outros dirigentes, acusados da morte de quatro líderes Ogoni. A Amnistia Internacional considera Saro-Wiwa, defensor da não-violência, um “prisioneiro de consciência”. Entretanto, o território Ogoni era devastado pelo exército nigeriano. Os militares fazem detenções em massa, saqueiam e queimam aldeias.
Um tribunal militar condena Saro-Wiwa por homicídio.
Governos e organizações de todo o mundo acusam o tribunal de fraude, apelam à libertação do líder e ecologista e tentam levar a Shell a intervir. Sem êxito.
A 10 de Novembro, Saro-Wiwa e os oito dirigentes do movimento são enforcados.
Para relembrar este dia, o GAIA organizará no espaço CASA VIVA, na Praça do Marquês de Pombal, 167, Porto: A HERANÇA - “O Mundo dos nossos Filhos”:
- projecção de um filme sobre a acção realizada pelo GAIA no dia 4 de Novembro;
- tertúlia sobre as alterações climáticas e possíveis soluções;
- jogos educativos interactivos;
- jantar;
- música, convívio e actividades diversas.
As actividades terão inicio ás 19:00.
mais informações e programa completo em:
http://www.gaia.org.pt/
contactos:
porto [at] gaia [dot] org [dot] pt
91 413 2932 / 93 447 6236
A HERANÇA
“O Mundo dos nossos Filhos”
A Terra é uma excepção.
Em todo o sistema solar ela é, até onde sabemos, o único planeta habitado.
Nós, humanos, somos uma entre milhões de espécies separadas que povoam um mundo que transborda de vida.
No entanto, a maior parte das espécies que existiram já não existem.
Depois de terem proliferado durante 180 milhões de anos os dinossauros foram extintos até ao último. Não ficou nenhum para contar a sua história.
Existem hoje algumas teorias, relativamente ao seu desaparecimento, que apontam como causa da sua extinção o facto destes espécimes, com um forte potencial evolutivo e uma adaptação fantástica ao seu ambiente, terem esgotado os recursos do mundo que os viu nascer... e mais tarde padecer e perecer.
Talvez o acidente crítico na história dos répteis ancestrais não tenha sido o choque de um corpo celeste com este planeta azul – o nosso templo vivo – mas sim o embater de uma espécie desmesuradamente “faminta” que não teve a “inteligência” de gerir um mundo pré-histórico que se tornou insustentável.
Os anos passaram. Já não são os dinossauros que habitam este planeta.
Existe uma nova espécie com uma fome igualmente desmesurada.
Temos em acréscimo algo a que chamamos inteligência.
Contudo, em vez de a usar-mos para sustentar as nossas necessidades de sobreviver e partilhar o conhecimento que ela nos proporciona, alimentamo-nos do sangue negro do corpo do nosso planeta que padece: o petróleo.
Movemo-nos como detentores de um reino de que não somos senhores mas apenas convidados, apresentando-nos como uma ameaça para todas as espécies existentes, e em última estância para nós próprios.
Olhando do espaço, conseguimos distinguir na Terra miríades de pontos luminosos na superfície. Uns são facilmente preceptiveis como sendo cidades. Porém, uma parte substancial são impressões digitais de crimes. Não são mais do que queimadas realizadas nas zonas florestais do planeta.
Cada ponto luminoso, das centenas que podem ser avistados diariamente, corresponde à pira funerária de milhares de árvores, em queimadas megalómanas, patrocinadas por empresas petrolíferas como a Shell.
A destruição das florestas naturais e a libertação de grandes quantidades de dióxido de carbono pelos automóveis e máquinas afins que utilizamos, têm vindo a intensificar a concentração deste gás na atmosfera.
Como consequência, temos vindo a assistir por todo o planeta ao chamado aquecimento global: um aumento da temperatura média superficial global que se têm registado nos últimos 150 anos.
Especialistas alertam num relatório encomendado pelo governo britânico (publicado na edição de 31 de Outubro de 2006 do Jornal de Notícias), que mesmo que a poluição acabasse agora, os gases com efeito de estufa continuariam a aquecer o clima durante mais de 30 anos e o nível dos mares subiria durante mais um século:
“(…) O Mediterrâneo vai assistir a um aumento do stress hídrico, ondas de calor e fogos florestais. Portugal, Espanha e Itália serão os países mais afectados. O derretimento das neves alpinas e precipitações extremas podem aumentar a frequências das cheias nas principais bacias hidrográficas como as do Danúbio, Reno e Ródano. Muitos países costeiros em toda a Europa serão vulneráveis à subida do nível do mar (…)”.
Neste mesmo artigo, um especialista da cidade do Porto em alterações climáticas alerta:
“(…) Estamos a mudar a composição da atmosfera, ao emitir mais gases com efeitos de estufa, especialmente dióxido de carbono. Se esta tendência continuar, e tudo indica que sim, vão ser cada vez mais prováveis ondas de calor, com valores de temperatura acima do usual. São estas alterações que explicam fenómenos de chuva como os que se passaram há dias no país (…)”.
A natureza sempre encontrou soluções para resolver estas encruzilhadas... a bem ou a mal!
A questão que se coloca é que a resolução que este problema apresenta pode resultar ou na nossa evolução enquanto seres humanos, para uma espécie cada vez mais consciente do seu potencial, não usando a inteligência como uma arma nas mãos de uma criança; ou os nossos monumentos ao consumismo e à arrogância da nossa cobiça, construídos sobre os cadáveres de outras espécies do planeta, acabarão por desabar sobre nós...
O momento é crítico, o tempo é escasso... O planeta que tudo nos deu, tudo nos pode retirar.
Nós pertencemos à Terra, e a Terra não pertence a nós.
E transcrevendo as palavras de Carl Sagan no seu livro “Biliões e Biliões”, sobre esta Terra em que vivemos:
“(…) As nossas vidas futuras dependem daquilo que lhe damos, e como a trata-mos.
Nós que só cá estamos há cerca de um milhão de anos fomos a primeira espécie a descobrir formas de se auto destruir.
Somos raros e preciosos por estarmos vivos, por pensarmos tão bem como pensamos. Temos o privilégio de influenciarmos e talvez controlarmos o nosso futuro.
É nossa obrigação lutarmos pela vida na Terra – não apenas por nós, mas também por todos aqueles, humanos e outros, que vieram antes de nós e para os quais estamos em dívida e por todos aqueles, se tivermos juízo, que virão depois.
Não há causa mais urgente, nem dedicação mais adequada, do que a protecção do futuro da nossa espécie. Quase todos os nossos problemas são causados por seres humanos e podem ser resolvidos por seres humanos (…)”.
Nenhuma convenção social, nenhum sistema político, nenhuma multinacional vai impor as opções que fazemos na nossa vida.
Levanta-te cedo.
Dá uma corrida.
Toma um banho no mar.
Dá um salto ao jardim.
Passeia com as crianças.
Usa o transporte público.
Usa a bicicleta
Não colabores com a poluição da tua cidade.
Não colabores com os atentados ambientais causados pelas petrolíferas.
Sente-te vivo.
Sente-te saudável. Não precisas do ginásio.
Descobre o mundo maravilhoso que se esconde na tua cidade: as pessoas; a cultura; a natureza.
Se o homem anda atrás do paradigma do paraíso perdido é altura de o encontrar em si mesmo em consonância com a natureza.
Olhemos à nossa volta e veremos quanto temos perdido por não termos aberto o coração e a mente ao mundo maravilhoso que nos rodeia.
Entrega-te de uma vez ao mundo que te criou, para o poderes deixar melhor para os teus filhos!
pelo GAIA, Pedro Fontoura
www.peterblacktales.blogspot.com
Comentários
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Cartaz original contra alterações climátic
Cartaz original disponível para impressão e distribuição em:
http://www.globoocular.com/CClimaA3.pdf
Pedro Jorge Pereira GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental