
Esta manhã, mais de cem activistas da organização ecologista Greenpeace, vindos de 18 países, ocupam quatro centrais a carvão em Itália, para pedir ao G8 liderança no combate às alterações climáticas.
Segundo a organização, os activistas escalaram chaminés e gruas das centrais em Brindisi - a maior fonte única de dióxido de carbono (CO2) do país -, Marghera (nos arredores de Veneza), Vado Ligure (perto de Génova) e numa central petrolífera em Porto Tolle.
"Os políticos falam mas os líderes actuam", disse o activista britânico Ben Stewart, do topo de uma chaminé com 160 metros na central de Marghera, citado por um comunicado da Greenpeace. "Não há tempo a perder. Os líderes do G8 devem deixar de pôr os interesses das indústrias poluentes à frente do planeta e assumirem uma liderança forte. Isto significa profundas reduções nas emissões até 2020, investimento na adaptação e mitigação nos países em desenvolvimento e suspensão da desflorestação tropical".
A cimeira do G8 deverá fornecer às Nações Unidas as "armas necessárias" para que a conferência de Copenhaga, em Dezembro, seja um êxito, comentou ontem Giampero Massolo, diplomata italiano responsável pela preparação da cimeira.
Contudo, os políticos reunidos na cimeira do G8 já abandonaram a ideia presente num esboço inicial, para a redução de 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2050.
A redução de 50 por cento das emissões de GEE até 2050 assume-se como crucial para o planeta evitar "alterações climáticas mais acentuadas, com consequências graves, sobretudo nos países mais pobres", sublinhou Filipe Duarte dos Santos, especialista em alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Fonte: Publico.pt