
ISTO SABEMOS
Nós, seres humanos, somos terra, graças às plantas e aos animais que nos sustentam.
Somos as chuvas e os oceanos que correm em nossas veias.
Somos a respiraçāo das plantas das florestas e das algas do mar.
Somos animais humanos, relacionados a todas as demais formas de vida, descendentes da primera célula. Com esta família, compartilhamos uma historia em comum, escrita em nossos gens. Compartilhamos tambem este presente momento, cheio de incerteza, e compartilharemos quiçá, um mesmo futuro, que nos é ainda desconhecido.
Nós, seres humanos, constituimos apenas uma, dentre as trinta milhōes de espécies biologicas,
que tecem uma fina camada de vida ao redor do mundo.
O que nos une, é uma teia de comunidades, atravéz da qual nos interconectamos, utilizando, limpando, dividindo e reabastecendo os elementos fundamentais da vida.
As comunidades de seres vivos dependem da mantençao desta diversidade, para sobreviver.
Nossa morada, o planeta Terra, é finito.
Todas as formas de vida compartilham os seus recursos naturais e a energia do Sol, por isto encontram limites de seu crescimento.
Pela primeira vez, estamos atingindo agora, estes limites.
Tudo o que vier alterar as qualidades do ar, da água e do solo assim como a variedade das
formas de vida, estará roubando eternamente do futuro, para satisfazer a um presente fugaz. Podemos rejeitar estes fatos, mas não podemos negá-los.
NISTO ACREDITAMOS
Nós, seres humanos, já nos tornamos tão numerosos e nossas ferramentas tāo poderosas, que acabamos danificando o ar, a água e o solo.
Já levamos à extinçāo inúmeras especies biologicas.
Já represamos os grandes rios, desmatamos as florestas, acidificamos as chuvas e até furamos buracos no céu. Nossa ciencia nos trouxe alegrias entrelaçadas com misérias.
Nosso bem-estar material, tem sido pago pelo sofrimento demilhões de seres.
Tendo aprendido com os nossos erros, tendo lastimado nossos parentes extintos e chegada a hora,
de começarmos a construir uma nova política de esperança.
Respeitando e apoiando a limpeza do ar, da água e dos solos como necessidades absolutas. Reconhecendo quaisquer atividades economicas que beneficiem a poucos, enquanto usurpam a herança de muitos, como nocivas.
Sabemos pois, que no preço total do desenvolvimento económico, devemos incluir a degradaçāo ambiental, pois esta corroe permanentemente, o capital biológico.
O futuro não nos pertence, para que o apaguemos.
Onde o nosso conhecimento for limitado, lembremo-nos dos que seguirão nossos passos e optemos a favor do zelo. Somos apenas uma breve geração na longa marcha do tempo.
ESTA É A RESOLUÇÃO
Confrontados afinal com a perda de tudo o quanto estimamos, reconheçamos que agora é chegado o momento de realiarmo-nos com a familia da vida. Que nesta reviravolta em nosso relacionamento com a terra, trabalhamos pela evolução da dominaçāo para a parceria, da fragmentaçāo para a conecção, da insegurança para a interdependência.
Declaração escrita em 1992 por David Suzuki, Tara Cullis, Wade Davis, e outros ambientalistas há maps de 20 years atrás, e cada vez mais actual, um guia para o trabalho a fazer pelas gerações de hoje.
http://www.davidsuzuki.org/publications/downloads/2012/DeclarationofInterdependence_Portuges.pdf