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Tirar o chapéu a Copenhaga

Este foi o dia para respirar a atmosfera em Copenhaga. Entre os eventos do Klimaforum, os espacos autónomos de criacão e preparacão e mares de bicicletas, tentámos encontrar o nosso ritmo. Primeiro, fomos à procura do Klimaforum para assistir a uma conversa sobre a permacultura. Depois precisávamos nutrir-nos e fomos atrás das cozinhas populares que comecam a eclodir em todo lado, e por fim: missão mobilidade. Na Candyfactory, um espaco ocupado que reune médicos de bicicletas e bicicletas negligenciadas, encontrámos o nosso cavalo de ferro. É também nesse espaco que o bikeblock prepara o grande ataque da mobilidade suave colectiva. Ao fim do dia, os nossos cavalos nos levaram a Ragnildsgade, um dormitório comum com cozinha popular, o No Border Cafe e o lar temporário dos Ritmos da Resistência e Clown Army. Finalmente juntámos a nossa voz a uma velha inuita vestida de peles de raposa e foca, que cantava cancões iluminadas pelo fogo ancestral da sua comunidade; uma tigela de pedra de sabão com óleo vegetal e um pavio de cocô de coelho dinamarquês, embebido em banha de baleia. Entretanto, já nos apercebémos que 90 porcento da forca policial está concentrada em Copenhaga, e que as fronteiras estão cada vez mais cerradas: "os anarquistas não entram", e que a partir de hoje já não vamos dormir.

Mandamos então uma dica para todos os GAIAtos:

É preciso acordar cedo para fazer render a revolucão.

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