Economia

Activistas de todo o mundo mobilizam-se para contra-cimeira e protestos contra G8 na Alemanha

A Contra-Cimeira do G8 está agendada para 2-8 Junho em Rostock, mais precisamente em Heiligendamm. Activistas de todo o mundo mobilizam-se se opôr às políticas neoliberais e anti-democráticas do G8. Activistas do GAIA também se deslocarão a Rostock, com um objectivo: fechar o G8 e bloquear o avanço de políticas e tecnologias que destroem o ambiente e promovem a injustiça social!

Aqui fica o programa conhecido até agora, organizado em 4 capítulos principais:

I. Grande Manifestação: esta manifestação está agendada para 2 de Junho. Uma multidão de cerca de 100 000 pessoas é esperada nas duas marchas de protesto a ter lugar na cidade de Rostock.

II. Cimeira Alternativa: o pano de fundo dos protestos vão ser temas como – Guerra e Paz, Racismo, Ecologia, Pobreza, etc, que irão ser discutidos em workshops.

III. Acampamento: existem pelo menos 4 locais nas proximidades de Rostock onde será possível aos participantes acampar.

IV. Stop G8: vários grupos estão a organizar iniciativas de bloqueio às infra-estruturas a ser usadas pelos chefes de Estado.

Sessões informativas sobre G8 no Porto e Coimbra

O GAIA está a organizar um conjunto de sessões informativas sobre o G8, como preparação e mobilização para a próxima cimeira que terá lugar no início de Junho em Rostock, na Alemanha. Se pretendes saber mais sobre o G8, conhecer as razões que levam a que milhões de pessoas em todo o mundo se oponham a estes encontros que definem grande parte das políticas globais ou participar nas redes de resistência em Portugal ou na Alemanha, então aparece nas próximas sessões!

Porto - 18 Abril - 4ª feira - 21h - Casa Viva (Praça do Marquês nº 167)
Coimbra - 19 de Abril - 5ª feira - 21h - República BACO (R.do Loureiro nº60 - perto Sé Nova)

Palhaços veneram capitalismo e guerra em comemoração dos 4 anos de invasão do Iraque

Domingo passado, 1 de Abril, dia das mentiras, cerca de 100 palhaços fanaticamente pró-Bush saíram à rua para defender a guerra no Iraque e a continuada intervenção militar norte-americana um pouco por todo o mundo, na luta infindável contra um terrorismo crescente e em defesa do capitalismo selvagem e do neoliberalismo.

Desde a sua partida do Largo Camões, os palhaços foram venerando as grandes corporações económicas e defendendo a guerra interminável que as protege e faz crescer. Bennetton, Banco Espírito Santo, Millenium BCP, McDonalds...

Quantificar a Dívida Ecológica?

Não se pode dar um valor monetário à Dívida Ecológica no seu conjunto. De facto, há dificuldades que se ligam a um grande número de danos ambientais produzidos desde a época do colonialismo até aos nossos dias que faz ser impossível o seu cálculo total.

Da mesma maneira, a complexidade das relações entre ecossistemas e a sociedade humana faz que seja difícil determinar com exactidão as consequências de uma dano ambiental. As interacções entre os elementos de dois sistemas podem amplificar em muito uma perturbação no equilíbrio inicial e levar a mudanças irreversíveis e imprevisíveis. A contaminação transmite-se e acumula-se ao longo da cadeia trófica e os factores que aumentam o risco são muitos, e às vezes interactuam entre eles, tendo efeitos a longo prazo. Por isso é que é muito difícil isolar o efeito de cada elemento contaminante e estabelecer uma relação linear de causa-efeito.

Passivos Ambientais

O termo passivo deriva da linguagem económica. Na contabilidade de uma empresa o passivo é o conjunto de dívidas e ónus que reduzem o activo. Usado em termos ambientais, o termo refere-se ao conjunto de danos ambientais não compensados que as empresas transferem para a colectividade devido a incidentes ou devido ao seu normal funcionamento.

Quando uma empresa causa um dano à colectividade, a responsabilidade moral é clara, mas a sua responsabilidade jurídica depende do sistema legislativo.Frequentemente o contexto permissivo dos países do Sul levam as empresas a não considerar como custos – ou então, considerá-los como muito baixos - os danos ambientais que produzem, para alem de não se verem incentivadas a reduzi-los. Por isso é urgente a criação de uma legislação internacional sobre responsabilidade ambiental. A responsabilização constituiria um forte incentivo à redução dos danos ambientais, pois originaria uma internalização dos custos e dos riscos ambientais que provocarem, para além de ter como consequência a aceitação do princípio de que os recursos ambientais não são bens livres e gratuitos, mas têm um custo.

Biopirataria

Outra parcela da Dívida Ecológica resulta da apropriação intelectual e da utilização do conhecimento ancestral relacionado com as sementes, o uso de plantas medicinais e outros conhecimentos sobre os quais se baseiam a biotecnologia e a indústria agrícola moderna. É o que se chama a biopirataria.

As características das distintas espécies de plantas e animais domésticos são o produto de uma história milenar de interacção entre elas, com o meio físico e com os seres humanos. As comunidades seleccionaram durante milhares de anos espécies para usá-las como alimento e para efeitos medicianis, e graças a essa interacção modificaram as caracterísitcas das espécies naturais, criando variedades diferentes com propriedades que só alguns grupos de pessoas conhecem. Este conhecimento é precioso para as empresas farmacêuticas, as empresas biotecnológicas e agrícolas, que os utilizam para obter enormes lucros, apesar de nada pagarem às populações locais que lhes propiciaram esses conhecimentos, e que são os verdadeiros proprietários desses conhecimentos.

Dívida do Carbono

Os cientistas estão de acordo sobre o facto de que a acumulação dos gases gerados pelos uso dos combustíveis fósseis provocam um aquecimento do planeta, com consequências potencialmente desastrosas, como a subida do nível do mar, o derretimento dos glaciares, o aumento das áreas desérticas, a diminuição dos rendimentos agrícolas, a extinção das espécies animais e vegetais e o incremento de fenómenos meteorológicos violentos.

A sociedade está em dívida para com o planeta

Cada pessoa consome mais 25% de recursos naturais do que a capacidade regenerativa da Terra, segundo o último relatório da WWF sobre pegada ecológica, que prevê serem necessários dois planetas em 2050 para assegurar a sobrevivência. Os dados da fundo mundial para a vida selvagem WWF - Wordl Wildfile Fund referem-se a 2003, ano em que a biocapacidade (o que o planeta tem a oferecer a cada pessoa) disponível era de 1,8 hectares por pessoa, quase dois campos de futebol.

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