Biodiversidade

Praia de Mira Pesca

Barco de pesca na praia de Mira

Biopirataria

Outra parcela da Dívida Ecológica resulta da apropriação intelectual e da utilização do conhecimento ancestral relacionado com as sementes, o uso de plantas medicinais e outros conhecimentos sobre os quais se baseiam a biotecnologia e a indústria agrícola moderna. É o que se chama a biopirataria.

As características das distintas espécies de plantas e animais domésticos são o produto de uma história milenar de interacção entre elas, com o meio físico e com os seres humanos. As comunidades seleccionaram durante milhares de anos espécies para usá-las como alimento e para efeitos medicianis, e graças a essa interacção modificaram as caracterísitcas das espécies naturais, criando variedades diferentes com propriedades que só alguns grupos de pessoas conhecem. Este conhecimento é precioso para as empresas farmacêuticas, as empresas biotecnológicas e agrícolas, que os utilizam para obter enormes lucros, apesar de nada pagarem às populações locais que lhes propiciaram esses conhecimentos, e que são os verdadeiros proprietários desses conhecimentos.

Investimentos na ferrovia do Tua afastam fantasma de nova barragem

A REFER anunciou novos investimentos, no valor de oito milhões de euros, para a linha ferroviária entre Mirandela e o Tua. Esta ligação com valor não só estrutural, como também patrimonial e ecológico, encontra-se ameaçada por um projecto de construção de uma albufeira na Foz do Tua, anunciado quer pela EDP, quer pelo próprio governo. As notícias sobre este investimento na consolidação da linha e automatização das passagens de nível vêm aumentar as esperanças de quem quer ver esta peça de património humano e natural preservada.

Passeio Naturalista entre a planície alentejana e as serras algarvias

O Centro de Convergência e o GAIA convidam:

Passeio Naturalista entre a planície alentejana e as serras algarvias no Vale de El-Rei


Convidamos todas as pessoas com um par de botas e vontade de caminhar para um percurso pedestre durante todo o dia de Sábado, 6 de Janeiro de 2007, a terminar com um jantar caseiro alentejano e dormida no monte de Vale de El-Rei e mais algumas surpresas.

Comunicado de imprensa sobre o caso da IKEA

Em nome de um modelo social e económico assente na sustentabilidade, a Plataforma Convergir não pode deixar de se opor à recente decisão do Grupo IKEA, há dias anunciada, de instalar as suas projectadas fábricas à custa da destruição de cerca de 50 hectares de Reserva Ecológica Nacional.

Apesar de existirem alternativas, não estando pois em causa a viabilização do empreendimento, o Grupo IKEA optou por negar clamorosamente na prática as suas proclamadas intenções de respeitar o ambiente e a natureza nas suas actividades empresariais, expondo assim ao desmentido e ao ridículo a sua tão cuidada imagem «verde».

Co-incineração: testes vão começar na Secil dentro de 15 dias

O Ministério do Ambiente atribuiu terça-feira à cimenteira Secil, situada no Outão, em pleno Parque Natural da Arrábida, a licença para fazer os primeiros testes de queima de Resíduos Industriais Perigosos (co-incineração), que vão começar dentro de 15 dias.

«A licença ainda só foi atribuída à Secil», disse à Lusa fonte do Ministério do Ambiente, quando questionada sobre se a autorização também já tinha sido dada à cimenteira CIMPOR. Fonte ligada ao processo adiantou à Lusa que os primeiros testes na Secil, com as lamas oleosas de Sines, vão começar dentro de 15 dias.

Portugal condenado por não preservar habitats naturais no traçado da A2

O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias condenou esta quinta-feira o Estado português por violação de normas ambientais na escolha do traçado da auto-estrada do sul (A2), dando provimento a uma queixa apresentada pela Comissão Europeia, escreve a Agência Lusa.

O Tribunal de Justiça europeu, com sede no Luxemburgo, considera no acórdão divulgado esta quinta-feira que o Estado português não cumpriu as obrigações relativas à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens, ao dar execução a um projecto de auto-estrada cujo traçado atravessa a Zona de Protecção Especial (ZPE) de Castro Verde, apesar de um estudo de impacto ambiental negativo.

ENCONTRO DA SEMENTE 2006

AO ENCONTRO DA SEMENTE 2006 em Sesimbra, a 21 e 22 de Outubro de 2006


PROGRAMA

As actividades decorrem em dois locais distintos: (a) Auditório Conde de
Ferreira e (f) Fortaleza de Santiago

Sábado - 21 de Outubro

9.00h (a) - Abertura do Encontro

9.30h (f) - Abertura da Exposição de Sementes

10.00h (a) - O Movimento Slow Food e a Biodiversidade, Virgínia Christensen

10.45h (a) - “As Sementes, a arqueobotânica e o Território Antigo”, José Eduardo
Mateus e Paula Fernanda Queiroz do IPA Instituto Português de Arqueologia

11.30h (a) - A Conservação no Campo do Agricultor - O Caso da Serra da Peneda
Gerês, Ana Barata do Banco Português de Germoplasma Vegetal, Direcção Regional
de Agricultura Entre-Douro e Minho

12.15h (a) - O Homem e a Semente - Saberes e Sementes de Portugal, António
Strecht

13.00h - Almoço(1)

14.45h (f) - Oficinas Práticas (repetição no Domingo)*

16.30h (a) - Debate: Organismos Geneticamente Modificados (OGM), Margarida Silva
e João Vieira da Plataforma Transgénicos Fora do Prato

18.00h (f) - Mesa de Agricultores Sábios

20.00h - Jantar(1)

22.00h (f) - Programa de Animação: 1ª parte – Cavadores do Intendente; 2ª parte
Kumpania Algazarra

Domingo - 22 de Outubro

9.00h (f) - Oficinas Práticas*

10.30h (a) - Chícharo - Um Património Identitário Como Factor de Desenvolvimento
Local, Pedro Alves e Carlos Furtado

11.15h (a) - O Papel das Variedades Tradicionais na Agricultura em Zonas
Periurbanas - O Caso da Região da Península de Setúbal, Jorge Ferreira

13.00h - Almoço(1)

14.00h (a) - Mesa Redonda com a participação de membros das Redes de Sementes
estrangeiras (Espanha e França) e portuguesa (Colher Para Semear)

16.00h (a) - Assembleia-geral da Associação Colher Para Semear

*OFICINAS PRÁTICAS - PRODUÇÃO LOCAL DE SEMENTES (com inscrição paga – 12,50€)
- Colheita. Extracção pelos métodos húmido e seco - José Miguel A. Fonseca
- Selecção e conservação de sementes - Ricardo Carvalho Paredes
- Caracterização de variedades e condicionantes botânicos - Jorge Conceição
Ferreira

As palestras e o debate são moderados por José Brandão Pedro. A entrada para as
palestras, exposição e animação é gratuita, embora de inscrição obrigatória.

(1) - Preço por refeição - 10 Euros (Em restaurantes locais contratados para o
evento)

Destacar a ficha e enviá-la devidamente preenchida. Em alternativa pode
inscrever-se via telefone ou e-mail.FICHA DE INSCRIÇÃO. Se não pode estar
presente, mas tem interesse no tema, poderá também contribuir enviando-nos
sementes de variedades locais da sua região, devidamente identificadas.

Para mais informações e envio da ficha de inscrição:
José Miguel Fonseca, Quinta do Olival, Aguda, 3260 Figueiró dos Vinhos, tel. 236
622 218 ou Graça C. Ribeiro, Tv. do Convento de Jesus, nº 47 2º, 1200-125
Lisboa, tel. 213 908 784, tm. 914 909 334

PORQUÊ UM ENCONTRO DE SEMENTES?
O “Ao Encontro da Semente” tem por intenção reunir anualmente uma mostra do
património agrícola e da grandeza da biodiversidade vegetal do nosso país. É o
local apropriado ao encontro dos nossos hortelões, agricultores e todos aqueles
que têm paixão pelo trabalho da terra; aí têm uma soberana oportunidade para
mostrar, trocar e falar sobre as respectivas sementes.
O Encontro pretende também contribuir para a independência dos agricultores,
através da sua participação em oficinas que ensinam a recolha de sementes de
forma a completar o ciclo da cultura, em particular de variedades locais em
perigo de desaparecimento, evitando-se assim a extinção da nossa herança
agrícola.
È também finalidade deste Encontro divulgar os resultados do levantamento
antecipado do património vegetal cultivado, neste caso da Península de Setúbal.
Esta recolha tem como propósito estimular a continuidade do uso destas
variedades, tirando partido das suas características, nomeadamente, a
rusticidade em termos de adaptação ao clima, solos e necessidades hídricas,
assim como promover as qualidades gastronómicas junto das populações.
A tendência para a perda da biodiversidade agrícola pode ser diminuída, ou mesmo
invertida, se tomarmos consciência da presente necessidade de preservar para as
futuras gerações o que nos foi legado pelas anteriores. Felizmente ainda temos
algo para proteger!
A Associação Colher para Semear tem por objectivo fomentar o uso dos legumes,
frutos e plantas em geral, esquecidos ou marginalizados, enriquecendo deste modo
a nossa dieta alimentar. Para conseguir este propósito a Associação tem
trabalhado junto dos agricultores, incentivando e esclarecendo acerca dos
benefícios e da importância das culturas tradicionais nos seus locais de origem,
e disponibilizando sementes adaptadas.
O sucesso desta iniciativa tem-nos entusiasmado e dado força para continuar o
trabalho iniciado há uns anos atrás. Sentimos a responsabilidade de manter o
actual património de legumes, frutas, cereais e plantas aromáticas e silvestres,
de uma forma simples e eficaz. Este objectivo será facilitado se no final deste
encontro pudermos contar com mais membros entusiastas e activos.

Praias portuguesas e espanholas poderão perder 15 metros de areia

Alterações climáticas vão obrigar a reduzir a construção nas zonas costeiras
Praias portuguesas e espanholas poderão perder 15 metros de areia  <http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1269747&id=10>
10.09.2006 - 09h58   Joana Ferreira da Costa , (PÚBLICO)

Fim-de-Semana no Parque Natural do Tejo Internacional - 15 a17Setembro 2006

Caros sócios e/ou interessados do Clube Bio-Ecológico Amigos da Vida Selvagem!

 

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